O inesperado aconteceu, e passados quase 3 meses, os demónios de Mafamude registaram uma vitória. O resultado estava longe de ser o que os responsáveis do FC Gaia estavam à espera, e certamente não era o mais desejado.
Recorde-se que nos últimos tempos, a equipa dos pupilos de mestre Alves demonstrou um rendimento bastante regular, coleccionando no máximo, 1 ponto por cada jogo, o desempenho do passado sábado deixou por isso, todos os adeptos surpresos.
Mas vamos ao jogo:
Depois de uma primeira parte equilibrada, na qual, já se sentia que poderia haver uma surpresa, pois a formação do Gaia já ganhava por 3 tentos, a 2ª parte foi demolidora para os pupilos de Arsene Wenger, que sucumbiram perante a poderosíssima 1ª linha dos Gaienses.
A defesa arsenalista foi incapaz de travar Pinto (Quem não tem cão Caça com gato, quem não tem Falcão, caça com Pinto), que marcou quase 400 golos em meia hora, João Moutinho, que jogou quase no meio campo para poder ouvir as instruções do mestre, sempre com indicações precisas para onde colocar os seus passes em profundidade, e, a grande surpresa, Pinheiro, o Incrível Hulk da avenida da república, que foi chamado a ocupar um lugar na 1ª linha. A espaços, a combinação sobre o lado direito do ataque do Gaia, com Pinheiro & Silva a pesarem em conjunto quase 250 kg, provocou uma pequena oscilação no centro gravitacional da terra, originando pequenos terramotos junto à ilha de Sumatra, que motivaram alertas sucessivos de tsunami, mas que não se concretizaram pois em Mafamude, já se estava a meter água que chegasse. Tudo não passou de um susto, exceptuando para os defesas Canelenses, que tiveram de os aturar.

Perante esta inovação teórica, sentiu-se a capitulação da defensiva Arsenalista, que só não foi mais grave, pois mestre Alves, sentindo o jogo completamente controlado, reposicionou o jogo, e colocou Pinheiro, de novo, no centro da área, dando espaço para que os defensores canelenses, que por essa altura, já se encontravam com evidentes dificuldades físicas e psicológicas, pudessem finalmente respirar de alívio.
O jogo terminou com fogo-de-artifício, proporcionado por Manuel Materazzi, que fez saltar faísca de muitos costados!
Na zona mista, perguntamos a Mestre Alves se tinha gostado da exibição conseguida, ao que este respondeu:
“Eu realmente pedi uma segunda parte imaculada, mas não estava à espera que acontecesse uma coisa destas, vou ter dificuldades em justificar o resultado à direcção.”
Depois do jogo, foi ainda descoberto um fóssil, no banco de suplentes do Gaia, debaixo dos cobertores que Teixeira trouxe de casa (de alguém), foi depois identificado como sendo kokilha, não se sabendo muito bem há quantos dias lá estava, mas provavelmente estava lá no mínimo desde sexta à noite. Tentamos trazê-lo à flash interview, mas este saiu directamente para o bar, não dando hipóteses a que lhe fossem colocadas perguntas.
Pelo gajo do costume